03 ago

ESPECIALISTAS ALERTAM PARA OPORTUNIDADE ECONÔMICA GERADA PELAS FONTES RENOVÁVEIS NO BRASIL

Agência ABIPTI

O Brasil é hoje a 9ª economia mundial em capacidade de geração de energia eólica. A informação foi apresentada, em Brasília (DF), durante o seminário “O Mundo, o Brasil e as energias renováveis: eólica e solar”. No evento, especialistas alertaram sobre as oportunidades econômicas para o país com o uso das fontes renováveis.

Segundo o presidente-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), Rodrigo Lopes Sauaia, as fontes renováveis já geram por volta de 10 milhões de empregos de qualidade no mundo. “A energia solar sozinha é responsável por mais de 3 milhões de empregos no planeta. Esse é um potencial que nosso país precisa aproveitar. São empregos de qualidade, majoritariamente, de nível técnico e superior com salários acima da média nacional”, detalhou.

O volume de empregos gerados pela fonte fotovoltaica é significativo: na faixa de 25 a 30 empregos diretos por megawatts instalado. Na Alemanha, de acordo com Sauaia, já são mais de 300 mil empregos no setor. “É uma decisão econômica do Brasil. Existe uma grande oportunidade de grande prazo e o país tem todas as condições de se tornar referência mundial”, acrescentou.

No setor eólico não é diferente, a cada ano são gerados no país cerca de 40 mil postos de trabalho. No ano passado, a energia eólica cresceu 46% e colocou milhares de pessoas no setor produtivo gerando renda.

“Ultrapassamos a Itália no ano passado. Somos o quinto país que mais investiu em energia eólica no ano passado, cerca de R$ 18 bilhões. O Brasil tem o melhor vento do mundo para produção de energia eólica, segundo especialistas do setor”, afirmou a presidente-executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Elbia Gannoum.

Ela acrescentou que a capacidade do país “é altíssima” e acima da média mundial. Segundo Gannoum, a média de aproveitamento da matriz eólica em países desenvolvidos fica em torno de 23%, enquanto, no Brasil, é de 38%.

“O Brasil figura como o terceiro país mais atrativo em investimentos no setor de fontes renováveis, sendo a eólica a principal protagonista. Hoje, o país tem 11,6 gigawatts de capacidade instalada. Somos uma usina de Belo Monte em capacidade e em geração de energia. A diferença é que essa usina está espalhada pelo Nordeste brasileiro e demais regiões do país”, disse.

A diretora de projeto da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ, na sigla em inglês), Tina Ziegler, defendeu que o país valorize o setor, observando as condições naturais privilegiadas do território nacional. “O Brasil tem uma radiação muito boa para energia solar, é muito privilegiado.

Diversificar a matriz energética brasileira pode gerar muitos empregos e renda para o país.”

 

 

Fonte:  http://www.absolar.org.br/noticia/noticias-externas/especialistas-alertam-para-oportunidade-economica-gerada-pelas-fontes-renovaveis-no-brasil.html

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04 out

BNDES retira apoio a usinas a carvão e facilita empréstimos para energia alternativa

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social aprovou novas condições de financiamento do setor de energia elétrica, que priorizam o estímulo a energias alternativas, como a solar, e reduzem apoio a grandes hidrelétricas e termelétricas.

O banco já sinalizava que precisaria mudar sua política em meio aos esforços por um ajuste fiscal anunciados pelo governo brasileiro, o que gerou forte expectativa entre os investidores devido aos vultosos empréstimos concedidos pela instituição ao setor elétrico nos últimos anos.

O BNDES também anunciou para os investidores em energia o fim da concessão de empréstimos-ponte, que costumam ser utilizados pelas empresas para bancar aportes ou obras enquanto o banco analisa a concessão do financiamento de longo prazo a um projeto. A diretora de Infraestrutura do BNDES, Marilene Ramos, disse que o objetivo da instituição é compensar o fim dos empréstimos-ponte com uma maior agilidade na aprovação das operações.

Pela nova política, as áreas com maior participação do BNDES serão as de energia solar, eficiência energética e iluminação pública, nos quais o banco participará com até 80% dos itens financiáveis e com todos os recursos à Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), atualmente em 7,5% ao ano. Antes, o teto para empréstimos ao setor solar era de 70% dos itens financiáveis.

O banco de fomento também decidiu aumentar a participação no financiamento à geração de energia solar (de 70% para até 80%). Para projetos de eficiência energética, a participação continua sendo de 80%. Para usinas eólicas, a biomassa, de cogeração e pequenas centrais hidrelétricas, a participação é de 70%.

Já investimentos em térmicas a carvão e óleo combustíveis, mais poluentes, não serão apoiados. E o limite de participação em grandes hidrelétricas passou de 70% para 50%.

O banco vai ainda subscrever até 50% do valor das debêntures (títulos de dívida negociáveis no mercado) a serem emitidas pela empresa tomadora do crédito. O valor total do apoio do BNDES, incluindo o financiamento e as debêntures, não poderá ser superior a 80% do valor total dos itens financiáveis. O spread será de 1,5% para todos os segmentos e não haverá a concessão de empréstimos-ponte.

No segmento de distribuição de energia, a participação do banco foi mantida em até 50%, com redução da parcela em TJLP de 70% para 50%. Para projetos de leilões de transmissão de energia elétrica, o banco garante financiamento a custo de mercado (em vez de TJLP), com prazo mais longo e participação até 80% no financiamento total.

“Essa proposta abre espaço para a emissão de debêntures de infraestrutura, cujos prazos de financiamento são de cerca de 10 anos. Nesse sentido, para estimular a emissão de debêntures, o valor do crédito do BNDES será calculado pelo índice de cobertura do serviço da dívida (ICSD) mínimo de 2,0, sendo que o limite de endividamento global (BNDES + outros credores) será dado pelo ICSD mínimo de 1,5”, informou o banco.

Repercussão. O presidente da Associação Brasileira de Carvão Mineral (ABCM), Luiz Fernando Zancan, criticou a decisão do BNDES e afirma que não houve discussão com o segmento. “Por conta da crise hídrica, o governo voltou a apostar nas térmicas. Agora, vem uma decisão dessas? O BNDES dá um sinal contrário ao que se busca e contraria a política de governo”, disse. Hoje, o Brasil tem 13 usinas a carvão em operação, que somam 3.389 MW de potência, o equivalente a 2,4% de toda a potência elétrica do País.

Já o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (Abrate), Mario Miranda, avalia que as novas condições anunciadas pelo banco de fomento vão aumentar o custo de implantação da infraestrutura no País, mas não devem alterar o apetite dos investidores para o próximo leilão de transmissão, marcado para 28 de outubro. “Essa divulgação de hoje já havia sido considerada na reunião da diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) de terça-feira passada. A agência promoveu os ajustes considerando que a obtenção de dinheiro a custo de mercado”, disse.

Por outro lado, a decisão foi bem recebida pela presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Elbia Gannoum. Ela lembrou que o BNDES é responsável atualmente por mais de 90% dos financiamentos a projetos eólicos e a sinalização de que o banco de fomento alteraria os critérios para os empréstimos havia deixado os investidores do setor apreensivos. “Nada mudou e isso é muito bom”, disse.

A executiva também elogiou a iniciativa do BNDES de acabar com o empréstimo-ponte e em contrapartida agilizar as operações. “A primeira tranche dos empréstimos acabava saindo quando o empreendedor estava inaugurando o parque eólico e na prática ele precisava buscar os bancos privados, com juros de 20% ao ano”, disse.

Por outro lado, a potencial participação do BNDES nas emissões de debêntures de infraestrutura de geradoras eólicas, embora considerada bem-vinda, foi minimizada. Elbia lembrou que o setor já tem um histórico de sucesso em emissões de debêntures incentivadas, que foi interrompido este ano por conta do cenário macroeconômico negativo e a falta de liquidez decorrente. Segundo ela, a perspectiva de retomada dessas operações é positiva, mas beneficiada principalmente pela esperada melhora da condição macroeconômica.

O setor eólico aguarda pela realização do leilão de energia de reserva (LER), marcado para dezembro. A expectativa, reiterou a presidente da ABEEólica, é de que o leilão resulte na contratação de 2 gigawatts de potência instalada.

 

Fonte:  Estadão

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05 ago

Brasil deve integrar Top 20 em energia solar em 2018

De acordo com o boletim do setor, País tem 2,6 GW contratados, com previsão de entrada em operação até 2018. O Brasil deve integrar o ranking dos 20 maiores produtores de energia solar em 2018. A expansão do uso do recurso no País, bem como a potência de 2,6 GW de geração centralizada, já contratada, vão colaborar para que a meta seja alcançada.

A informação está no boletim “Energia Solar no Brasil e no Mundo – Ano de Referência – 2015”, publicado pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

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05 maio

Banco do Nordeste eleva financiamento para o setor de energia

O Banco do Nordeste (BNB) ampliou as opções de financiamento do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) para projetos de geração de energia. Com base em recente portaria do Ministério da Integração Nacional (nº 68), torna-se possível obter recursos para projetos de centrais fotovoltaicas (energia solar), parques eólicos, pequenas centrais hidrelétricas e usinas de aproveitamento de fontes de biomassa.

Nesses casos, a participação dos recursos do FNE poderá ser de até 60% do investimento total do projeto aprovado, com prazo máximo de 20 anos e carência de até oito anos. As taxas de juros variam de 12,95% a 9,5% ao ano, considerando a possibilidade de bônus de adimplência.

O gerente do Ambiente de Políticas de Desenvolvimento, José Rubens Dutra Mota, destacou o potencial do Nordeste para geração de energia. “Para estes setores, é extremamente positivo contar com as linhas de crédito para impulsionar suas atividades, especialmente em um momento de desafios econômicos”, afirmou.

Fonte: Jornal A Tarde

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27 abr

BNDES credenciou 17 fabricantes de equipamentos para energia solar

20/04/2016

• Banco fomenta formação de cadeia produtiva nacional para o setor
• Total de equipamentos registrados chega a 20 e há ainda quatro fabricantes de painéis fotovoltaicos em processo de credenciamento

O Brasil se prepara para introduzir a fonte solar na sua matriz energética a partir da fabricação nacional de equipamentos e para, tanto, contará com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que já tem 20 equipamentos de energia solar credenciados na linha Finame, produzidos por 17 fabricantes.

Desse total, cinco são indústrias nacionais que produzem localmente painéis fotovoltaicos para geração solar. Sete dedicam-se à fabricação de inversores. Duas estão voltadas à fabricação de “trackers” (equipamentos que permitem direcionar o painel fotovoltaico de forma a acompanhar o movimento do sol e melhor aproveitar a irradiação solar). Cinco são fornecedores de sistemas fotovoltaicos e um produz a chamada stringbox (caixa de conexão central).

No processo de credenciamento, o BNDES verifica se o fabricante cumpre as exigências de conteúdo nacional mínimo, pré-condição para que os equipamentos possam receber financiamento do Banco.

 

Fonte:  Site Oficial do BNDES
Ler artigo original completo.

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15 nov

A SER está mais uma vez entre os vencedores do Leilão de Energia.

A SER Sistemas de Energia Renovável Ltda figura entre os vencedores do 2º LER Leilão de Energia de Reserva 2015 através do projeto Sobrado de 30 MW. Em parceria com a construtora potiguar Hazbun Ltda e a Orgis Energy Ltd, a SER comercializou energia no certame de ontem 13/11 e terá que entregar energia em 2018.

O projeto Sobrado será implantado no município de Casa Nova, no norte da Bahia e foi um dos 33 projetos de energia solar fotovoltaica no Leilão que teve mais de 5 horas de duração. O 2º LER teve uma primeira fase em que os projetos de solar e eólica concorriam entre si pela conexão à rede elétrica numa segunda fase, a competição passava a ser específica por fonte.

Depois de vender 5 projetos no Leilão de agosto, a SER emplaca mais um projeto, que é o primeiro da parceria com Origis e Hazbun. A Origis atua no setor fotovoltaico desde 2008 e tem projetos na Europa, Chile e EUA. A HAzbun é uma tradicional construtora de Natal, RN que está diversificando o seu portfólio de negócios com o primeiro projeto solar.

 

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13 out

ANEEL aprova 2º Leilão de Energia de Reserva de 2015

Fonte: Aneel

A ANEEL aprovou hoje (13/10) em Reunião Pública Ordinária o Edital do Leilão nº 9/2015-ANEEL, denominado 2º Leilão de Energia de Reserva* de 2015, destinado à contratação de energia elétrica proveniente de novos empreendimentos de geração a partir de Fontes Solar Fotovoltaica e Eólica, com início de suprimento em 1º de novembro de 2018.

O leilão será realizado em 13/11/2015 na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em São Paulo. Serão negociados Contratos de Energia de Reserva (CER) na modalidade por quantidade de energia, com prazo de suprimento de 20 anos. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) registrou 1.379 projetos para o Leilão, distribuídos por 14 estados, que somam uma potência habilitável superior a 39.917 MW. O preço inicial do produto por quantidade para fonte solar fotovoltaica é de R$ 381,00/MWh, e de R$ 213,00/MWh para fonte eólica.

Confira os empreendimentos na tabela abaixo.

ANEEL Agência Nacional de Energia Elétrica

Tabela de empreendimentos

*Leilões de Reserva: Servem para incrementar a garantia física do sistema e, nesse caso, a energia pode ser contratada com qualquer antecedência.

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15 set

SER é a maior desenvolvedora independente de projetos do Brasil

logo-serO Primeiro Leilão de Energia de Reserva revelou ao mercado uma empresa brasileira desenvolvedora de projetos como uma das grandes vencedoras, a SER ENERGIA. A SER se consolida como o maior developer independente do mercado brasileiro, conseguindo colocar entre os 833 MW vendidos, 150 MW de seus projetos. Este feito foi alcançado dentro do leilão mais concorrido até hoje no Brasil, com 11.261 MW habilitados pela EPE em 341 projetos. Os 150 MW estão divididos em 3 estados, Bahia, Piauí e Paraíba, e em 4 sites diferentes, demostrando a grande competitividade dos projetos da SER ENERGIA. Lugares estratégicos com conexões simples, altas radiações e boas topografias são as senhas dos projetos que a desenvolvedora tem como padrão no mercado.

Um dos investidores é o Grupo Gransolar com os projetos Sobral 1 e Sertão 1 de 30 MW cada e que comercializará energia ao preço de 302,50 e 304,20 R$/MWh, a epecista espanhola está fazendo uma grande aposta no Brasil, o Grupo Gransolar já tem mais de 300 MW instalados em 4 continentes e entende que o Brasil será um dos maiores mercados fotovoltaicos nos próximos anos. O grupo Gransolar chega no Brasil com sua empresa de estrutura de suporte com seguidor solar a PV Hardware demostrando que a aposta no pais é firme.
Outro dois projetos vencedores foram Angico 1 e Malta no estado da Paraíba, de 27 MW cada, assinarão o contrato de venda de energia por R$ 296,00/MWh.

Também Assuruá no estado da Bahia com 30 MW venceu com um preço de venda de R$ 298,50 /MWh, a empresa geradora SUPERNOVA ENERGIA logrou ganhar no seu primeiro leilão de energia solar e dá, assim, o primeiro passo para se tornar um grande player no mercado da geração de energia renovável no Brasil e na America Latina.

A SER ENERGIA também conta com 600 MW cadastrados para o segundo leilão de reserva que ocorrerá no dia 13 de novembro, com projetos de 30, 60, 90, 120 e 150 MW em cinco estados diferentes apostando em serviços de alta qualidade pré e pós-leilão, garantindo grande competitividade e bom retorno para os investidores.

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02 set

7º LER soma investimentos de R$ 4,3 bilhões e contrata 1.043 MWp em usinas solares

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE – realizou nesta sexta-feira (28/8) o 7º Leilão de Energia de Reserva, que negociou 1.043 megawatts-pico (MWp) em energia solar fotovoltaica. O preço médio, ao final das negociações, foi de R$ 301,79 por MWh, com deságio de 13,53% em relação ao preço-teto estabelecido, representando uma economia de R$ 1,915 bilhão para os consumidores de energia. A disputa durou mais de sete horas, alcançando 87 rodadas de negociação.

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02 set

Energia Solar como Negócio: O Jogo Começou

O 6º LER – Leilão de Energia de Reserva, ocorrido no último dia 31 de Outubro, é o apito inicial para a consolidação da indústria solar fotovoltaica no Brasil.  Nesse certame foram comercializados 890 MW dessa energia, inaugurando no Brasil um novo caminho para o crescimento da matriz energética com fontes limpas e renováveis.  O Brasil se orgulhava de ter em 2013, 41,9%i de sua energia baseada em fontes renováveis. Quando consideramos apenas a energia elétrica essa participação sobe para 83,8%ii.

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